quarta-feira, 3 de fevereiro de 2010

PR: Projeto aposta no tratamento de dependentes

Do clipping da Andi
Crianças e adolescentes muitas vezes entram no mundo do crime para manter o vício e acabam mortos prematuramente. Para tentar mudar essa realidade, a Secretaria Antidrogas de Curitiba está implantando projeto para tratar os dependentes químicos. A Rede de Comunidades Terapêuticas, em parceria com a Fundação de Ação Social (FAS) e a Secretaria Municipal de Saúde quer investir no tratamento de dependentes de crack e já está servindo de modelo para cidades do interior do estado. O delegado da Polícia Federal, Fernando Francischini, explica que a ideia é chegar a mil internamentos em 2010, incluindo crianças e adolescentes. A prefeitura disponibilizou R$ 1 milhão no orçamento deste ano para convênios.
Folha de Londrina (PR) – 03/02/2010

Quase dez milhões fora da escola

Do clipping da Andi
Levantamento feito com base na última Pesquisa Nacional de Amostra de Domicílios (Pnad) mostra que em todos os estados brasileiros pelo menos 9,8 milhões de crianças de até quatro anos não frequentam instituições de ensino. Os estados da região Norte estão em pior situação. Em Rondônia, o índice chega a 86,1%, no Acre, 85,5%; e no Amazonas, 84,5%. A média nacional é de 72,2%. De acordo com a Confederação Nacional dos Municípios (CNM), seriam necessários R$ 33,9 bilhões para atender a demanda (R$ 10 bilhões só para contratação de novos professores). Seria indispensável, ainda, investimento em 41,5 mil estabelecimentos de ensino, criação de 755 mil salas de atividade e contratação de 1,5 milhão de profissionais.
Correio Braziliense (DF) – 03/02/2010

Videogame causa dependência


Do clipping da Andi
A "dependência eletrônica" pode provocar queda no rendimento escolar e até evasão da escola (jovens deixam de ir à aula para jogar). Pensando nisso, a Santa Casa de Misericórdia, no Rio de Janeiro, abriu 50 vagas no ambulatório de psiquiatria infantil para atender pacientes entre doze e 16 anos. O chefe do setor, Fábio Barbirato, diz que os pais devem se preocupar quando a criança abandona atividades cotidianas – como se alimentar e conviver com amigos – para ficar no mundo virtual. Até duas horas por dia de jogos eletrônicos e internet são normais. Ele explica que a criança com dependência eletrônica fica extremamente nervosa quando os aparelhos são desligados. A irritação só acaba quando o jogo é retomado.
O Dia (RJ) – 03/02/2010

PR: Investimento em nascimento antes do tempo

Do clipping da Andi
No Paraná, em 2008, 6,85% dos bebês nasceram prematuros. Índice considerado aceitável pela OMS é de até 6%.
A Organização Mundial de Saúde (OMS) estabelece como índice aceitável que 6% dos nascidos vivos sejam prematuros. No Paraná, segundo os números do Ministério da Saúde, em 2008, 6,85% dos bebês nasceram antes do tempo. De acordo com o secretário de Saúde do estado, Gilberto Martin, a causa é a infecção urinária de gestantes. Ele explica que com o programa Nascer no Paraná - Direito à Vida, programas pré-natais das prefeituras ficam obrigados a fazer três exames de urocultura. Segundo o secretário, o governo do estado vem aumentando o número de leitos na UTI neonatal em hospitais filantrópicos, comprando equipamentos para 44 hospitais que servirão de referência para gestações de alto risco e implantando várias unidades de clínicas da mulher.
[Folha de Londrina (PR) – 01/02/2010]

Estatística referente ao Mês de Janeiro de 2010 - Casos inclusos no SIPIA






















segunda-feira, 1 de fevereiro de 2010

Jovens ingerem álcool cada vez mais cedo

Número de garotas entre 12 e 17 anos que ingerem bebida alcoólica chama atenção em pesquisa
O Centro Brasileiro de Informação sobre drogas psicotrópicas (Cebrid) divulgou que nos últimos quatro anos aumentou em 50% o número de mulheres que ingerem bebidas alcoólicas no Brasil. O que chama a atenção é que essas mulheres são cada vez mais novas, com idade entre doze e 17 anos. A pesquisa do Cebrid revela também que é na região Nordeste do país que se concentra o maior índice de dependentes alcoólicos. Segundo os especialistas, o vício alcoólico é uma doença que não é diagnosticada rapidamente e a maioria dos pacientes demora a procurar ajuda, por não enxergar que está dependente.

[Folha de Pernambuco (PE) – 01/02/2010]
Do clipping da AndiNúmero

CPI do Trabalho Infantil pode ser instaurada em 2010



Segundo a assessoria de autora da proposta, o presidente da Câmara dos Deputados, Michel Temer (PMDB-SP), se comprometeu a colocar o assunto em pauta assim que as atividades parlamentares se normalizarem após o recesso

Da Repórter Brasil / por Bianca Pyl

Poderá ser criada, ainda no primeiro semestre deste ano, uma Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) com vistas a enfrentar o problema do trabalho infantil. Requerimento de criação da CPI do Trabalho Infantil, de autoria da deputada federal Sandra Rosado (PSB-RN), foi aprovado em abril de 2009 pela Comissão de Constituição, Justiça e Cidadania (CCJC) e deve ser submetida à apreciação dos parlamentares da Câmara dos Deputados.
De acordo com a assessoria de imprensa da deputada Sandra, o presidente da Casa, Michel Temer (PMDB-SP) prometeu colocar o tema em pauta assim que os trabalhos se normalizarem após o período de recesso. O tema foi tratado em seminário sobre os 15 anos do Fórum Nacional de Prevenção e Erradicação do Trabalho Infantil (FNPETI), promovido pelas Comissões de Trabalho, de Administração e Serviço Público (CTASP); de Direitos Humanos e Minorias (CDHM); e de Educação e Cultura (CEC), da Câmara Federal.
"Estamos aguardando desde novembro do ano passado e, assim que as atividades parlamentares forem retomadas, iremos pressionar para que o tema seja inserido na pauta do Plenário. A nossa prioridade é que a CPI seja instaurada no primeiro semestre por causa das eleições", conta Isa Maria de Oliveira, secretária-executiva do FNPETI.
De acordo com Isa, que também integra a Comissão Nacional de Erradicação do Trabalho Infantil (Conaeti), a CPI terá como foco a identificação e a proposição de medidas para a eliminação das piores formas de trabalho infantil. Ela acredita que será dada visibilidade ao problema e os parlamentares poderão se sensibilizar para a proposição de políticas públicas voltadas para as famílias que mantêm crianças na labuta.
Entre as medidas que contribuíram para enfrentar o problema, a secretária-executiva do Fórum Nacional destaca o Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA) e o Programa de Erradicação do Trabalho Infantil (Peti). Além disso, foi aprovada a lista das piores formas de trabalho infantil (Decreto 6481/08) e rejeitada a Proposta de Emenda Constitucional (PEC) 191/00, que autorizava o ingresso de maiores de 14 e menores de 18 anos no mercado de trabalho ajudaram na diminuição dos casos de trabalho infantil. Atualmente, a Constituição proíbe o trabalho de menores de 16 anos. Os maiores de 14 podem ser admitidos, mas apenas na condição de aprendizes.
Pesquisa recente da OIT sobre trabalho decente revelou que o número de crianças e adolescentes ocupados, entre 5 e 17 anos de idade, caiu quase 50% entre 1992 (8,42 milhões, equvalente a 19,6% do total de crianças nesta faixa etária) e 2007 (4,85 milhões, ou 10,8% do total).
ComplexidadeOs programas de transferência de renda para as famílias das crianças que trabalham não têm tido impacto no combate ao trabaho infantil, na opinião da representante do Fórum Nacional. Além disso, ela avalia que a integração do Peti com o Programa Bolsa Família (PBF), em 2006, teria enfraquecido o combate e tirado a visibilidade do problema específico.
"O que traz resultados efetivos é a prevenção", analisa Isa. De acordo com ela, escolas com ensino de qualidade e em tempo integral podem evitar que crianças comecem a trabalhar. "É preciso garantir a permanência dos alunos na escola. Muitas vezes, se a criança não tem bom rendimento, a família tira da escola e coloca para trabalhar", complementa.
O trabalho infantil está inserido na família da criança e do adolescente. É justamente neste âmbito, destaca Isa, que o problema precisa ser combatido. A dificuldade é maior quando a criança trabalha com os pais, como no caso de serviços domésticos e da agricultura familiar. "Quando há a contratação por parte de terceiros, a fiscalização atua e dificilmente o empregador irá empregar crianças novamente", exemplifica Isa.
Na avaliação da secretária-executiva do FNPETI, a cultura de que o trabalho ajuda no desenvolvimento da criança ainda persiste em centros urbanos e na área rural. "Já ouvi até educadores que verbalizam esse conceito errôneo em palestras e eventos que promovemos. Quando o próprio educador não vê a escola como um meio de desenvolver a aprendizagem e a cognição das crianças, fica claro que o problema é mais complexo do que parece".
A informação ajuda na conscientização, mas as campanhas, na visão de Isa, ainda são muito pontuais, . "A mídia tem assumido papel importante, mas é necessário que a informação seja mais universalizada e chegue até as famílias para mostrar os prejuízos que as crianças sofrem".
Cooperação A Organização Internacional do Trabalho (OIT), o governo brasileiro - por meio da Agência Brasileira de Cooperação (ABC), do Ministério das Relações Exteriores (MRE) - e representantes dos governos da Bolívia, Equador, Paraguai e Timor Leste assinaram novos projetos para a implementação da Cooperação Sul-Sul para a promoção do trabalho decente.
O acerto dos projetos, em novembro de 2009, foi uma das conseqüências da Conferência Hemisférica pelo Trabalho Decente, ocorrida em maio de 2006, em Brasília (DF). "Naquela ocasião, foi assinado um manifesto entre governos, empregadores e trabalhadores para o cumprimento de algumas metas específicas presentes na Agenda Hemisférica.
"Essa cooperação não pode ser definida apenas como mais um ´intercâmbio de experiências´, mas como um diálogo multilateral com base em políticas consolidadas", explica Renato Mendes, coordenador do Programa Internacional para Eliminação do Trabalho Infantil (IPEC) da OIT no Brasil.
Entre os compromissos estão: eliminar as piores formas de trabalho infantil até 2015 e eliminar o trabalho infantil em sua totalidade até 2020. Foram escolhidos como eixos para a cooperação: a produção de conhecimento; os instrumentos legislativos; a mobilização social; o fortalecimento do diálogo entre as partes envolvidas; e as políticas de proteção social.
Durante o processo que envolve 16 países e está sendo intermediado pela OIT, a prioridade foi dada a cinco países: Bolívia, Equador, Paraguai, Haiti e Timor Leste. Cada país, segundo Renato, apresentou uma necessidade particular ao Brasil para avançar em termos de trabalho decente.
No caso do Timor Leste, a principal necessidade é a implementação da Convenção 182 da OIT, que visa eliminar atividades perigosas para crianças. "O Brasil dispõe de conhecimento porque já fez o mapa de risco das ocupações", conta o membro da OIT. O país asiático está interessado ainda na criação de instâncias participativas como o FNPETI. Eles ainda não dispõem de um tecido social coeso que reúna trabalhadores, empresários, poder público e sociedade para a defesa dos direitos da criança e do adolescente.
O Paraguai quer saber mais sobre as formas de captação de denúncias para o combate à exploração sexual infantil, além de entender melhor o papel do Conselho Nacional dos Direitos da Criança e do Adolescente (Conanda). No país vizinho, o Vice-Ministério do Trabalho está vinculado ao Ministério da Justiça. "Nesse caso é necessário elevar o status do trabalho e aumentar a capacidade de regulação e de promoção de políticas públicas", avalia Renato.
O fortalecimento do sistema de fiscalização do trabalho é a prioridade da Bolívia. "O sistema de monitoramento é frágil e a dificuldade em eliminar focos de trabalho infantil é muito grande", analisa o coordenador do IPEC.
Esta primeira iniciativa mais ligada ao combate ao trabalho infantil também está aberta para possíveis demandas do lado brasileiro. "Bolívia, Equador e Paraguai têm, por exemplo, ações voltadas para crianças indígenas em situação de vida urbana bem mais consolidados que o Brasil", finaliza Renato.
Fonte: http://www.reporterbrasil.org.br/ - 01/02/2010